Nova Central confirma José Reginaldo Inácio na presidência da entidade

O cientista político, eletricitário e sindicalista, José Reginaldo Inácio, foi confirmado como presidente na Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, em substituição ao ex-presidente José Calixto Ramos, falecido no último dia 03 de fevereiro.

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José Reginaldo Inácio, novo presidente da NCST

 

O cientista social, eletricitário e sindicalista José Reginaldo Inácio, foi confirmado como presidente na Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, em substituição ao ex-presidente José Calixto Ramos, falecido no último dia 03 de fevereiro (saiba mais). Em reunião virtual realizada na tarde desta quinta-feira (11/02), a diretoria executiva nacional confirmou, *por unanimidade*, o líder sindical como novo presidente da entidade.

Na oportunidade, foi destacada a importância de José Calixto Ramos para o movimento sindical brasileiro e como sua morte repentina causou grande comoção e manifestações de sentimentos de pesar de várias personalidades e instituições (saiba mais). Ainda sob a tristeza pela perda do seu líder maior, a Diretoria Executiva da Nova Central definiu o sucessor de José Calixto, na compreensão de que a realidade social impõe essa decisão para enfrentar lutas e demandas urgentes.

O novo presidente, também companheiro de longa data de Calixto Ramos na diretoria da - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria - CNTI, onde exerce a função de Secretário de Educação, assumiu o cargo afirmando o compromisso de honrar o legado deixado por José Calixto.

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Reunião virtual da Diretoria Executiva da NCST

 

“No momento atual, de graves e profundos ataques às classes trabalhadoras precisamos nos manter atuantes pela unidade do movimento sindical, em defesa dos direitos sindicais e trabalhistas, pela preservação do sistema sindical confederativo e a unicidade sindical, bandeiras pelas quais José Calixto dedicou a sua vida de lutador social”, reforçou Reginaldo.

“De imediato, a Nova Central vai fortalecer a luta pelo auxílio emergencial, vacinação imediata para todos, resistência às reformas sindical e administrativa do governo e as demais pautas unificadas no Fórum das Centrais Sindicais”, concluiu o novo presidente da NCST.

José Reginaldo Inácio é também diretor de Ensino e Pesquisa do Observatório Sindical Brasileiro Clodesmidt  Riani - OSBCR. O novo presidente da NCST é operário de origem, eletricitário em Minas Gerais, onde iniciou a atividade sindical no Sindicato dos Eletricitários do Sul de Minas - SINDSUL e na Federação das Indústrias urbanas de Minas Gerais, cujo percurso culmina com a participação na diretoria da CNTI e na vice-presidência da Nova Central.

 

Seu currículo também inclui:

Pedagogo. Pós-doutorado - Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC (Bolsa do CNPq). Doutor em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", UNESP Franca-SP. Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC Campinas-SP.

É, ainda, pesquisador  junto aos grupos de pesquisas "Núcleo de Estudos e Pesquisas: Trabalho, Questão Social e América Latina, da Universidade Federal de Santa Catarina" e "Educação e Teorias Críticas Latinoamericanas”, da Universidade São Francisco – USF. O líder sindical e novo presidente da Nova Central possui vários livros publicados.

Imprensa NCST com colaborações do OSBCR

 

NCST em LUTO pela morte de seu líder maior, José Calixto Ramos

Na noite desta quarta-feira (03/02), o líder sindical faleceu em Recife, aos 92 anos, vítima da Covid-19.



Com profundo pesar e um misto de dor e consternação, a diretoria da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST foi informada da morte de seu líder maior, José Calixto Ramos.

Hospitalizado em Recife em consequência da Covid-19, Calixto vinha se recuperando da doença quando, de maneira repentina, uma parada cardíaca o levou.

Com base na evidência do crescimento assustador dos casos de contaminação e de mortes de quadros valiosos, a Nova Central decidiu, na semana passada, interromper todas as atividades presenciais. A entidade compreende que o momento exige um esforço coletivo de isolamento social, mecanismo mais eficaz, de acordo com todas as evidências científicas, para interromper novos contágios e mortes dessa terrível doença que, no momento atual, apresenta novas cepas ainda mais contagiosas e letais.

O engajamento em campanhas que exigem um rápido, eficaz, abrangente e coordenado plano de vacinação nacional deve ser META de todo o conjunto de entidades filiadas. Milhares de brasileiros, todos os dias, perdem suas vidas e deixam um rastro irreparável de dor às famílias enlutadas. O momento exige ação!

A Nova Central SOFRE MUITO na data de hoje. A diretoria se une em solidariedade aos familiares, amigos, companheiros de jornada e todos aqueles que tiveram a satisfação de conviver e compartilhar momentos inesquecíveis ao lado da nossa grande inspiração, do nosso saudoso líder, que tantos bons exemplos deixa de legado na sua vitoriosa e insubstituível trajetória sindical.



A Diretoria.  

 

MPT, centrais, federações e sindicatos debatem o avanço da Covid-19 no Paraná

O Ministério Público do Trabalho e as centrais sindicais do Paraná realizaram na última sexta-feira (5) um novo encontro do Fórum Estadual em Defesa da Liberdade Sindical. Com a participação de sindicatos e federações, o grupo debateu o avanço da pandemia de Covid-19 no Paraná e a situação das diferentes categorias frente à ameaça da doença causada pelo novo corona vírus.

O procurador do MPT-PR, Alberto Emiliano, destacou o papel da representação dos trabalhadores nesta crise sanitária mundial. “É um contexto de fragilização e é muito importante que as entidades sindicais atuem como protagonistas, estabelecendo o diálogo e buscando encontrar alternativas para minimizar os riscos, não só de contaminação e disseminação da doença, mas também para a proteção dos empregos, salários e garantindo uma melhor condição para todas as trabalhadoras e trabalhadores”, apontou.

A Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho no Paraná, Margaret Matos de Carvalho, criticou a postura do Governo Federal que não adota políticas proativas durante a pandemia. Não apenas no controle na doença, mas também na proteção da classe trabalhadora. “Se fossemos um país sério, o que não podemos dizer neste momento que somos, teríamos uma política de isolamento social. Quase que um lockdown. Ontem (04) passamos de 1.300 mortes. Quando ouvíamos estes números em outros países ficávamos impressionados, e até de luto, e hoje vivemos essa realidade e é como se não tivesse acontecendo nada”, lamentou.

Ainda segundo ela, o trabalhador não deve ser obrigado a se expor e que eventuais casos de contaminação devem ser entendidos como doença ocupacional. “Cada vez mais os ambientes de trabalho têm se tornado espaço de disseminação do vírus. Seja porque não era para estar funcionando da forma como está, seja porque os empresários querem colocar as empresas em funcionamento, mas sem adotar as medidas necessárias. Não há um protocolo de vigilância em saúde para os ambientes de trabalho. Ainda precisamos discutir a indenização para trabalhadores expostos ao risco desnecessário, alguns com casos que podem ser graves, e até mesmo fatais. As  indenizações devem ser buscadas em toda situação que isso acontecer. Há necessidade de emissão de CAT e não estou vendo isso ocorrer”, pontuou.

O Fórum vem realizando ações de integração das entidades sindicais em todo o Paraná. Recentemente, as centrais sindicais levaram as demandas relacionadas à Covid-19 para o Conselho Estadual do Trabalho, onde foi criado um comitê temático. As representações dos trabalhadores ainda apontaram diversos problemas, como a falta de distância nos postos de trabalho, ausência de Equipamentos de Proteção Individual, falta de condições para exercer a atividade laboral em sistema de home-office, ausência de testes, cortes de direitos, a ausência de políticas públicas, principalmente do Governo Federal, para auxiliar os trabalhadores durante a pandemia da Covid-19 e surtos em locais de trabalho. 

 

1º de maio de renascimento

 Clemente Ganz Lúcio
 Sociólogo, assessor das Centrais Sindicais e técnico do DIEESE. 


As centrais sindicais foram protagonistas ousadas de um evento inovador de comemoração do 1º de maio. Diante da situação de isolamento social para enfrentar a pandemia, pela primeira vez foi produzido um evento de 6 horas na internet com conteúdo cultural e político diversificado. A solidariedade foi o eixo articulador da defesa dos empregos e dos salários, da proteção dos profissionais da saúde e dos serviços essenciais, da valorização do SUS, da vida, da democracia e de resistência aos ataques deferidos pelo governo Bolsonaro contra as instituições, a sociedade e a vida de todos.

Sucesso total! Esse evento marcou a história do sindicalismo no Brasil. No dia 1º de maio a capa do jornal Folha de São Paulo tratou o evento afirmando que “o movimento sindical vive renascimento na crise do coronavírus”. A cobertura no próprio dia e no seguinte foi ampla e muito favorável. Espaços nos jornais da TV à tarde e à noite, primeira página nos jornais impressos e destaques nos sites provedores de notícias, reocupando espaços nos editorias de economia e política.

O evento quase “impossível” pela exiguidade do tempo (sete dias úteis para tudo organizar) se tornou realidade pelo trabalho de muitos e pela capacidade política de dirigentes comprometidos com a unidade e a diversidade. Em tempo recorde foi produzido um evento de larga envergadura política e inédito desde as Diretas Já!, encontro agora recepcionado pelo campo sindical. Esse evento, a princípio impensável, foi imaginado, concebido e, com muito trabalho, tornou-se realidade, representando a retomada da construção da utopia política.

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, Intersindical, CGTb e Pública materializaram mais uma vez a decisão voluntária de uma construção unitária. Abriram corajosamente o campo sindical para recepcionar a presença de posições políticas divergentes, mas dispostas a uma união em torno da resistência, em defesa do Estado Democrático de Direito, da democracia, da liberdade, elementos que têm valor inestimável para toda a sociedade.

Mais uma vez os trabalhadores expressaram, como classe, valores que são universais e, por isso, fizeram história.

Foram diversas atividades culturais com a participação gratuita de artistas ao longo das 6 horas de evento. Dezenas de dirigentes sindicais nacionais e internacionais, representantes de partidos políticos, lideranças dos movimentos sociais, atores, personalidades, diretores de instituições e lideranças políticas como Lula, FHC, Dilma, Ciro Gomes, Marina Silva, Fernando Haddad, Flávio Dino, Manuela D’ávila, aportaram reflexões com conteúdo crítico e propositivo, todos propugnando a união em nome dos interesses gerais da sociedade, da defesa do emprego e dos trabalhadores.

Foi um evento movimento, o encontro de um sindicalismo que renasce porque se coloca sintonizado com as necessidades do presente e capaz de reunir forças políticas, populares e sociais amplas. Encontro de um movimento que constrói um novo protagonismo institucional, apresentando a agenda dos trabalhadores como central nos espaços de governança pública (Congresso Nacional, Governos Estaduais, etc.) e privada (empresários), com intervenções propositivas e afirmativas.

Um sindicalismo que volta a ser capaz de prioritariamente olhar toda a floresta, identificar caminhos e dar passos, ao invés de se debater e brigar para derrubar árvores. O futuro em aberto conecta os novos passos a um salto anímico de um ser político que, novamente com a coluna ereta, começa uma nova caminhada.

 

Reunião da Coordenação do Fórum Estadual de Defesa da Liberdade Sindical

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Sandro Silva, pessoas sentadas, sala de estar e área interna

O Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná, Denílson Pestana da Costa, participa na tarde desta quarta-feira (4), junto com os demais representantes das Centrais Sindicais no Estado e o Procurador do Trabalho Alberto Emiliano de Oliveira Neto, na Sede do Ministério Público do Trabalho em Curitiba, de Reunião da Coordenação do Fórum Estadual em Defesa da Liberdade Sindical.

A ocasião trata-se da definição de datas e organização das audiências regionais a serem realizadas em Campo Mourão e Umuarama, bem como, definições sobre a atividade em comemoração aos 2 anos do Fórum, entre outros assuntos.

 

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