Live das Centrais: Calixto Ramos avalia impactos da tecnologia no mundo do trabalho

A Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST participou, nesta sexta-feira (22/05), da segunda edição da Live das Centrais no formato videoconferência. O presidente da entidade, José Calixto Ramos, avaliou os impactos da tecnologia nas novas configurações do mundo do trabalho. Com o tema “Pela Vida, Democracia, Emprego e Renda – A unidade das centrais no enfrentamento à precarização do trabalho na pandemia Covid-19”, o debate virtual, mediado por Clemente Ganz Lúcio, contou com a participação especial do jornalista Leonardo Sakamoto. É a segunda live unitária dos presidentes das centrais, que, a partir de agora, será realizada quinzenalmente.


O presidente da NCST, durante sua intervenção, enfatizou a precarização do trabalho a partir de novas atividades advindas de recursos tecnológicos: uberização, home office entre outras atividades e denunciou, “modalidades que têm resultado em jornadas de trabalho exaustivas; de 10, 12, 14 horas de trabalho/dia.”


O líder sindical também relacionou os impactos econômicos e sociais resultantes da redução do poder de compra das famílias, gerando desemprego e falência de micro, pequenas e médias empresas com a redução, permanente e gradativa, do mercado consumidor do país. Além disso, Calixto dastaca que o empobrecimento da classe trabalhadora tem forte impacto na queda da arrecadação tributária, uma vez que, além de sua característica regressiva (incide mais entre a população socialmente vulnerável), os tributos brasileiros arrecadam, majoritariamente, sobre as rendas do trabalho e o consumo, ambos dependentes de maior incremento do poder de compra da população.


“A tecnologia desemprega ou coloca os trabalhadores em ocupações precárias e inseguras. Aos poucos e gradativamente, vai se observando o desaparecimento o trabalho presencial. Isso retira dinamismo da economia. Se as empresas não vendem, não produzem. Se não produzem, não geram empregos, nem salários, nem a arrecadação tributária resultante, enfraquecendo as finanças do Estado que poderiam contribuir, inclusive, com investimentos para o enfrentamento da grave pandemia que nos acomete. O sindicalismo está desafiado a se renovar, para atuar como agente de transformação, para gerar qualidade no mundo do trabalho”, avaliou Calixto.


Os debatedores destacaram que 100 milhões de brasileiros - quase metade da população - requereram o auxílio emergencial. Auxílio este que só foi possível a partir do empenho unitário das organizações sindicais brasileiras em uma ampla articulação política junto ao Congresso Nacional que buscou aumentar o valor do benefício - antes proposto pelo governo a apenas R$ 200 reais - bem como a ampliação da base de beneficiários. A significativa procura pelo beneficio, avaliaram, se deve ao empenho dos governantes de implementar uma agenda neoliberal, que colaborou para a ampliação das desigualdades e concentração de renda, interrompendo o ciclo de avanços sociais alcançados na década anterior.


Assista a íntegra desta edição da Live das Centrais:

https://www.facebook.com/watch/live/?v=911999572600494&ref=watch_permalink

Fonte: NCST

 

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