Notícias NCST/PR

1º de maio de renascimento

 Clemente Ganz Lúcio
 Sociólogo, assessor das Centrais Sindicais e técnico do DIEESE. 


As centrais sindicais foram protagonistas ousadas de um evento inovador de comemoração do 1º de maio. Diante da situação de isolamento social para enfrentar a pandemia, pela primeira vez foi produzido um evento de 6 horas na internet com conteúdo cultural e político diversificado. A solidariedade foi o eixo articulador da defesa dos empregos e dos salários, da proteção dos profissionais da saúde e dos serviços essenciais, da valorização do SUS, da vida, da democracia e de resistência aos ataques deferidos pelo governo Bolsonaro contra as instituições, a sociedade e a vida de todos.

Sucesso total! Esse evento marcou a história do sindicalismo no Brasil. No dia 1º de maio a capa do jornal Folha de São Paulo tratou o evento afirmando que “o movimento sindical vive renascimento na crise do coronavírus”. A cobertura no próprio dia e no seguinte foi ampla e muito favorável. Espaços nos jornais da TV à tarde e à noite, primeira página nos jornais impressos e destaques nos sites provedores de notícias, reocupando espaços nos editorias de economia e política.

O evento quase “impossível” pela exiguidade do tempo (sete dias úteis para tudo organizar) se tornou realidade pelo trabalho de muitos e pela capacidade política de dirigentes comprometidos com a unidade e a diversidade. Em tempo recorde foi produzido um evento de larga envergadura política e inédito desde as Diretas Já!, encontro agora recepcionado pelo campo sindical. Esse evento, a princípio impensável, foi imaginado, concebido e, com muito trabalho, tornou-se realidade, representando a retomada da construção da utopia política.

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, Intersindical, CGTb e Pública materializaram mais uma vez a decisão voluntária de uma construção unitária. Abriram corajosamente o campo sindical para recepcionar a presença de posições políticas divergentes, mas dispostas a uma união em torno da resistência, em defesa do Estado Democrático de Direito, da democracia, da liberdade, elementos que têm valor inestimável para toda a sociedade.

Mais uma vez os trabalhadores expressaram, como classe, valores que são universais e, por isso, fizeram história.

Foram diversas atividades culturais com a participação gratuita de artistas ao longo das 6 horas de evento. Dezenas de dirigentes sindicais nacionais e internacionais, representantes de partidos políticos, lideranças dos movimentos sociais, atores, personalidades, diretores de instituições e lideranças políticas como Lula, FHC, Dilma, Ciro Gomes, Marina Silva, Fernando Haddad, Flávio Dino, Manuela D’ávila, aportaram reflexões com conteúdo crítico e propositivo, todos propugnando a união em nome dos interesses gerais da sociedade, da defesa do emprego e dos trabalhadores.

Foi um evento movimento, o encontro de um sindicalismo que renasce porque se coloca sintonizado com as necessidades do presente e capaz de reunir forças políticas, populares e sociais amplas. Encontro de um movimento que constrói um novo protagonismo institucional, apresentando a agenda dos trabalhadores como central nos espaços de governança pública (Congresso Nacional, Governos Estaduais, etc.) e privada (empresários), com intervenções propositivas e afirmativas.

Um sindicalismo que volta a ser capaz de prioritariamente olhar toda a floresta, identificar caminhos e dar passos, ao invés de se debater e brigar para derrubar árvores. O futuro em aberto conecta os novos passos a um salto anímico de um ser político que, novamente com a coluna ereta, começa uma nova caminhada.

 

Reunião da Coordenação do Fórum Estadual de Defesa da Liberdade Sindical

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Sandro Silva, pessoas sentadas, sala de estar e área interna

O Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná, Denílson Pestana da Costa, participa na tarde desta quarta-feira (4), junto com os demais representantes das Centrais Sindicais no Estado e o Procurador do Trabalho Alberto Emiliano de Oliveira Neto, na Sede do Ministério Público do Trabalho em Curitiba, de Reunião da Coordenação do Fórum Estadual em Defesa da Liberdade Sindical.

A ocasião trata-se da definição de datas e organização das audiências regionais a serem realizadas em Campo Mourão e Umuarama, bem como, definições sobre a atividade em comemoração aos 2 anos do Fórum, entre outros assuntos.

 

Salário mínimo regional paranaense vai a R$ 1.383,80 e segue como o maior do país

A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos e close-up

CONFIRA OS NOVOS VALORES DO MÍNIMO REGIONAL PARANAENSE:

CATEGORIA 1
R$ 1.383,80

CATEGORIA 2
R$ 1.436,60

CATEGORIA 3
R$ 1.487,20

CATEGORIA 4
R$ 1.599,40

Os trabalhadores do Paraná começam 2020 com uma excelente notícia. O reajuste do salário mínimo regional do estado será de 5,86% este ano, 1,75 ponto percentual acima do reajuste nacional, elevando o piso para R$ 1.383,80 na categoria 1 (o maior do país), podendo chegar a R$ 1.599,40 de acordo com a categoria. O percentual maior que o índice nacional foi aprovado nesta segunda-feira em votação no Conselho Estadual do Trabalho.

O mínimo regional, que já entra na folha de janeiro, é uma referência para a negociação das categorias sindicalizadas e uma garantia para as categorias que não têm sindicato..

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas, barba, mesa e área interna

Na categoria dos trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, o piso sobe para R$ 1.383,80. Para o segundo grupo, no setor de serviços administrativos, serviços gerais, de reparação e manutenção e vendedores do comércio em lojas e mercados, o salário aumenta para R$ 1.436,60. Esta categoria engloba também a classe de trabalhadores domésticos. Já no terceiro grupo, dos empregados na produção de bens e serviços industriais, o piso vai para R$ 1.487,20. Para o último grupo, na categoria de técnicos de nível médio, o piso passa a ser R$ 1.599,40.

Antecipação - Pela primeira vez na história, em 2020 o reajuste do mínimo regional do Paraná vale desde o primeiro dia do ano – ou seja, o novo valor deverá ser pago já na folha salarial de janeiro. Também pela primeira vez, o percentual de aumento ficou acima do reajuste do salário mínimo federal.

Historicamente, de acordo com o que determina a lei 18766/2016, o piso salarial paranaense é reajustado pelo mesmo percentual aplicado para o reajuste do Salário Mínimo Nacional, “baseado na variação do INPC do ano anterior, com aplicação adicional, a título de ganho real, da variação real do PIB nacional observada dois anos antes”.

Como, porém, o governo federal mudou este ano a política de cálculo e decidiu reajustar o salário mínimo apenas pela inflação – ou seja, sem aumento real –, a definição sobre o percentual paranaense foi objeto de votação no Conselho Estadual do Trabalho – órgão conselho tripartite, que tem a participação de representantes do poder público, de empregados e empregadores.

Prevaleceu a proposta que mantém a somatória do PIB ao INPC para compor o valor final. Assim, o ganho real dos trabalhadores paranaenses este ano chega a 1.38 ponto percentual.

Histórico - Desde sua criação em 2006, o salário mínimo regional do Paraná, em suas categorias ocupacionais, sempre foi estabelecido em patamares superiores aos do salário mínimo nacional, atingindo uma diferença de 33% em 2020.

Ao mesmo tempo, essa política permitiu ao trabalhador paranaense, pertencente aos grupos previstos, a possibilidade de alcançar pisos salariais que figuram entre os mais elevados no país, quando consideradas as unidades de federação que mantêm uma política de salário mínimo regionalizada – como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

_____

 

Confira a evolução do piso salarial paranaense, ano a ano:

2006 R$ 427,00 a R$ 437,80
2007 R$ 462,00 a R$ 475,20
2008 R$ 527,00 a R$ 547,80
2009 R$ 605,52 a R$ 629,65
2010 R$ 663,00 a R$ 765,00
2011 R$ 708,14 a R$ 817,78
2012 R$ 783,20 a R$ 904,20
2013 R$ 882,59 a R$ 1.018,94
2014 R$ 948,20 a R$ 1.095,60
2015 R$1.032,02 a R$ 1.192,45
2016 R$ 1.148,40 a R$ 1.326,60
2017 R$ 1.223,20 a R$ 1.414,60
2018 R$ 1.247,40 a R$ 1.4410
2019 R$ 1.306,80 a R$ 1.509,20
2020 R$ 1.383,80 a R$ 1.599,40

 
Página 1 de 206

Acesso Restrito

Rede NCST Sindical

ncst-rede